Tendo enfrentado uma série de
problemas durante sua produção (problemas estes que incluem várias mudanças no
elenco e, inclusive, a desistência da diretora Lynne Ramsey, que abandonou o
projeto no primeiro dia de filmagens) o faroeste Jane Got a Gun parecia um
daqueles filmes destinado a ter um resultado negativo. Felizmente, não foi esse
o caso.
Com uma trama bastante simples,
porém bem desenvolvida, Jane Got a Gun tem vários acertos e o maior deles é a performance de Natalie Portman, que consegue interpretar de maneira
bastante crível a protagonista Jane, uma mulher marcada pela tragédia que é
deixada sem escolha além de ser forte e enfrentar o fora-da-lei John Bishop
(Ewan McGregor), que está à sua procura para acertar contas do passado. Portman
traz uma tristeza no olhar que em momento algum deixa dúvidas sobre o
sofrimento de Jane, fazendo com que o espectador (pelo menos eu, rsrs) logo se
solidarize com a personagem, sentimento que cresce após o passado trágico dela
ser totalmente revelado.
Outro ponto que eu achei
interessante é que, em meio à violência e crueldade do Velho Oeste, o filme
ainda consegue incluir um romance mal-resolvido e uma espécie de triângulo
amoroso, elementos que a meu ver trouxeram uma bem-vinda sensibilidade à Jane.
Sendo assim, Jane Got a Gun termina por se mostrar uma boa opção de entretenimento, derrapando apenas no seu encerramento, que traz um final feliz altamente forçado graças a uma reviravolta, algo desnecessário tendo em vista que, a essa altura do campeonato, já estamos acostumados com a dor e o sofrimento.

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